Adorava os feriados para sair, tomar sol, comer, beber.
Odiava a volta, os engarrafamentos, a chuva, os acidentes, a tranqueira. Nessa hora só a certeza de voltar para a rotina o aliviava.
Duvidei dos seus poderes e da sua existência, estendi a mão trêmula e sentencie: - Se existe mesmo, pegará minha mão.
Senti o calor e o toque mais quente que alguém com seis anos é capaz de imaginar.
Depois de muito tempo tiveram a chance de ver um fenômeno incrível – gotas de água que caiam do céu com violência molhando a terra e acalmando o calor. Disseram que o nome era chuva e no passado era comum.
Ela recebia flores e cartões toda semana. O marido matou-a, mesmo sabendo que era ela que fazia as encomendas na floricultura. Preferiu matá-la, a saber, que alguém a achava importante, mesmo que fosse ela mesma.
Começou matando gatos e cachorros, depois mulheres. Não sentia quase nenhuma diferença, só na hora de enterrar. Descobriram por acaso, no seu perfil na internet.
Dois dias depois que minha diarista me deixou senti a dependência. Tento superar, mas ela me deixou sinais que me perseguem, uma porção de pó atrás do sofá, uma mancha no vidro da janela da sala.
Na segunda-feira acordei cedo e fui conferir o ninho. Todos estavam sem as cabeças. Meu irmão, o chocólatra assassino, tinha matado meus coelhinhos da Páscoa.