~
porque ninguém me leva à pradaria dum sótão de cortiça
a beber água corrente
a escrever patas de lama - quando chova
~
Cortou, lixou, puxou até colocar, mais ou menos, no lugar. Estava apressado.
Minutos depois retirou os panos para melhor observar o resultado.
Riu ― a plástica ficara uma porcaria.
Mas, por 20 prestações de cem reais, não iria fazer melhor.
Dentro da caverna, de costas para a entrada, via apenas a sombra projetada dos que caminhavam sob o sol.
Sequer se virava para saber como eram. Contentava-se com as sombras, mas se acreditava vivo.