Foto do Pão-de-Açúcar, Rio de Janeiro- setembro/2011
Todas as vezes que via o sol se por, pensava que poderia ser a última chance. Ciente de que uma vez acertaria, curtia a luz, a cor, o som que jurava ouvir quando o mar fervia em cada entardecer.
Brincavam de rolar no chão, umsobre o outro, brigando comobonsirmãos, às gargalhadas. De repente, o rubor subiu à face dos dois. Pararam paranuncamais.
Somando os gastos com os bilhetes, com videntes, pais-de-santo e doações às igrejas, não chegou a ter prejuízo quando finalmente acertou sozinho na loteria... mas não ganhou nada.