Preferia o caderno de cultura, nas madrugadas dormindo em papelão e jornal. Resolvera tirar algum proveito da situação: se era para passar frio, que pelo menos ficasse culto.
já tinha banheiro instalado em casa. morava só, e aos 85 anos não se habituava à banheira. continuou a ir ao balneário público. quando chegava, a Rosita recebia-a com um abraço. às vezes conversavam.
. É uma realidade em pleno séc XXI – às vezes tomar banho é um luxo para muitas pessoas, residentes nas grandes cidades (e pasmem-se, em casa alugadas à própria câmara e sem instalações sanitárias adequads e(sem água canalizada- local: capital de Portugal; cidade: LISBOA) ou a sem-abrigo. Encontram assim nos Balneários Públicos, além do duche diário e roupa lavada, apoio e companhia que ajuda a apagar um pouco a solidão.