
Só cortei porque não cabia na caixa.
Da galinha assada pegou as asas e arrumou numa bandeja.
Podia fazer um anjo, mas, como Deus, criou a mulher.
“Delícia”, pensou, lascivo.
Acordou, sentindo-se leve: flutuava.
Lá em baixo, o homofóbico que o matara a pauladas foi linchado, deixando os filhos na penúria; a mulher, na miséria; os parentes, mal vistos...