No alto do prédio, tirou o calçado, subiu a mureta, abriu os braços e deixou o vento bater-lhe. Depois, desceu, calçou os sapatos, tomou o elevador e saiu cantarolando pela rua.
Ainda ria da morte quando ônibus não conseguiu frear.
Por um segundo, quis conversar com a morte. Saber de seu silêncio, sua porta, sua hora. Deitou, fechou os olhos... sentiu um arrepio e acordou-se ouvindo o vento. Deixou a conversa para outra hora: não ouvira ela chamar.