segunda-feira, 16 de maio de 2011

Moda


Abandonado entre Marx e Schumpeter, o velho álbum esquecido. A moda nos torna ridículos, pensou, ao soprar a poeira.


- É do novo que vive o capitalismo! – E ria de si mesma, cinquenta anos depois.

4 comentários:

LuCordeiro, disse...

Sílvio,amigão,viver "do novo" não é ruim,muito pelo contrário.Terrível é ter que consumir tudo o que é novidade. E viver do que é velho e empoeirado é coisa de stalinistas,conservadores,fundamentalistas,ou algo que os valha(sào todos mto parecidos em sua rigidez). Qto às meias coloridas com sandália,achei show! É audácia pura e não virou moda.Pena que não tenho essa coragem toda para encarar o olhar da sociedade.
Gostei do texto pq a-do-ro uma polêmica! :-)

Angela disse...

Creio que faltou um verbo: consumir o novo!

Silvio Vasconcellos disse...

Oi, Lu, querida!
Como também a-do-ro (Lu, 2011) uma polêmica retomo ao post.
A sociedade que vivemos, talvez pós-capitalista, como diria Drucker, necessita da constante renovação para fazer a roda girar. Inovações tecnológicas nos fazem olhar o que temos como ultrapassado e sujeito à substituição. A moda cumpre esse papel.
O que acho engraçado, às vezes quando folheio álbuns antigos, é que aqueles(as) que pareciam os mais "na moda" se tornam os ridículos; os sóbrios, paradoxalmente, parecem mais atualizados.
Percepção de minicontista, talvez minicronista neste caso.
Beijos!

Angela disse...

Concordo com o Sílvio! A sobriedade não passa, está sempre alí, discreta e bela. A moda, é como um porre, passado o efeito, só na privada.