sábado, 29 de janeiro de 2011

Moto contínuo

Imagem do filme O livro de Eli


Voavam para o novo planeta. Fazia parte do terceiro grupo a deixar a ressequida Terra. Ao aportar no solo verdejante, viu um garoto destruir um jardim. Teve certeza da inutilidade da missão.


6 comentários:

J.R. Lima disse...

Sair do planeta não elimina os motivos que o tornaram inabitável, apenas os leva para outro lugar. Pessoas seguem sendo pessoas e a expectativa de que seria (será?) diferente em outro lugar vem colada à ingênua crença de que o problema não está em nós, mas ao nosso redor.

Parabéns pela estréia, desejo-lhe muito sucesso neste blogue.

Saudações cordiais.

LuCordeiro, disse...

Os garotos seguirão sempre a destruir jardins.Quando crescem,liquidam com as florestas. É assim que caminha a (des)humanidade que depois chora pq a natureza resolveu enterrá-los vivos.
Bem vinda,Ângela!

dudv disse...

Ótimo Angela!!

Silvio Vasconcellos disse...

Bem-vinda, Ângela.


Veio e disse porque veio!

Mais uma voz para agigantar o Minimínimos!

Esse mínimo me lembra da chegada dos europeus no Jardim do Éden (Américas)...

Silvio Vasconcellos disse...

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Angela disse...

Obrigada Gentes! Que recepção querida! me senti carinhosamente acolhida.
Está parecendo festa de inaugural, todo mundo aparece.:D
Mas é mesmo assim, a novidade instiga a curiosidade e a gente continua um pouco criança.

Os minis têm a vantagem de deixar ao leitor a imaginação de seus meandros.
Neste meu conto, os terráqueos deixam a Terra pelo simples fato do planeta ter terminado seu tempo de vida, não apenas pelos feitos humanos, mas pelos ciclos. Um dia será assim.