sábado, 3 de dezembro de 2011

Um homem legal



Desde pequeno sentiu-se atraído por pessoas do mesmo sexo, mas jamais contrariou as regras sociais. Tinha mais de oitenta, quando a lei permitiu o casamento homoafetivo. Então se sentiu pronto para viver o primeiro amor.


escrito em 27-10-2011

6 comentários:

J.R. Lima disse...

Ah... a lei e as convenções sociais. Podiam se limitar a ordenar o respeito entre as pessoas, mas frequentemente acabam impondo o que se deve sentir e gerando também o desrespeito pelo que é diferente da "norma"...

triste o personagem ter que esperar tanto para poder "ser o que é e amar o que ama".
ótimo texto, Angela!

Angela disse...

Obrigada J.R.Lima! (ah como acho estranho te chamar assim...;D)
É preciso muita autoconfiança para contrariar as normas sem culpa ou medo!
Hoje está mais fácil mas ainda há quem sofra muito.

~pi disse...

bela história... comum, suponho.
ainda bem que, embora tarde, acabou bem -


abraço :-)




~

J.R. Lima disse...

Angela, querida, pode me chamar de Rodolfo, também.

é irônico e paradoxal, mas as normas que deveriam promover a igualdade entre os diferentes muitas vezes são usadas para interditar as diferenças, né? E muitas vezes também geram mais sofrimento pela autocensura que pela repressão externa.

É um pouco doloroso perceber isso.
a igualdade no respeito às diferenças ainda é uma coisa utópica, mas não impossível!
(digo isso com fé e esperança)

Silvio Vasconcellos disse...

Lindo, triste e ao mesmo tempo doce. Parabéns pela sensibilidade.

Olhar... disse...

Fez lembrar "memórias de minhas putas tristes"...
O comentário do Silvio disse tudo.